DIARIO DE BORDO DO PLANETA TERRA - pgalvas@yahoo.com

Wednesday, June 30, 2004

Inquérito SOLARENGO

E a pergunta de hoje é a seguinte:

- Quem deveria substitutir Durão Barroso no cargo de primeiro-ministro?

1 - Pedro Santana Lopes
2 - Badaró
3 - Prof. Alexandrino
4 - Austin Powers
5 - Avô Cantigas
6 - Marisa Cruz
7 - Dona Maria das Dores (aposentada, moradora em Fernão Ferro)

A votação deverá ser enviada para pgalvas@yahoo.com, ou então, se não quiserem votar, também não faz mal,é o que provavelmente acabará por acontecer.

A esquerda
que se ponha a pau. Os "BARNABÉS", que são normalmente pessoas bem informadas, afiançam que na manif de apoio a Santana, ontem ao final do dia, estavam apenas 6 pessoas.
Ora, vamos a contas:
Manif de Belém 6 pessoas
Manif Túnel do Marquês + 4 pessoas
=______________________
10 pessoas

Ora bem... como podem ver, a esquerda está a perder terreno. Mais: o anúncio das próximas manifes de apoio a Santana estão a deixar o Ps, Os Verdes, o BE e o PCP à beira de um ataque de nervos. Aqui ficam as datas e locais:
Amanhã: 10h - After hours no Garage - Pulseira laranja = vodka red bull
Sexta: 01h - Elefante Branco - Pulseira Laranja= Natacha e/ou Rosineide
Sábado: 15h - Paquete Funchal - Fitness Tour - Pulseira Laranja = Deck exterior, c/ Natacha e/ou Rosineide.

É injusto.
Levando à letra aquele ditado que diz "os últimos são os primeiros", fico com pena dos milhares de pessoas que estiveram ontem, outra vez, à porta do palácio de Belém. É que do outro lado da barricada, chegavam já fora de horas os apoiantes de Santana. Seis! Senhoras! Com mais de 70 anos.

Tuesday, June 29, 2004

A SITUAÇÃO
de emergência política em Portugal, leva-me a escrever uma carta ( séria, o que não é costume) ao Joaquim Graça, que passo a apresentar:

Caro Joaquim, considerando que o teu blog é um espaço de reflexão democrático e plural, venho pedir-te que publiques esta carta, em nome destes tempos conturbados e rabinos, para que o debate seja o mais abrangente possível.

Novos Rumos
Em relação ao texto com o título em epígrafe, que diga-se de passagem deixa muito a desejar em termos de imparcialidade ( outra coisa não era pedida) apenas quero deixar uma frase que tem sido muito utilizada por uma pessoa que conheço:
- "Estou com medo da Santanada que se avizinha".
Esse é o sentimento generalizado de uma grande parte da população portuguesa (mulheres inteligentes incluídas - as outras querem todas casar com o Santana) e até mesmo de uma parte bastante significativa de militantes do PSD, históricos incluídos.
Deixa-me só lembrar-te que o cenário de eleições antecipadas não é uma invenção dos jornalistas e que, o estarmos a meio do mandato não é argumento válido em deterimento da estabilidade. Freitas do Amaral afirma no Público de hoje que estamos perante uma "catástrofe política" e que só a realização de eleições antecipadas poderão legitimar o nome do próximo primeiro ministro. Marcelo Rebelo de Sousa, ex Presidente do partido, dizia anteontem que esse ( eleições antecipadas) não é um cenário "a pôr de parte, para não acontecer o mesmo de há mais de 20 anos atrás com os governos de Pinto Balsemão após a morte de Sá Carneiro".
Não é verdade que as pessoas quando votam nas legislativas votam no partido e no programa de governo que determinado partido defende. O que as pessoas fazem, e isso todos nós sabemos, é votar em pessoas. Se nas últimas eleições legislativas o programa de governo do PSD fosse aquele que foi a escrutínio, mas se a pessoa que deu a cara pelo partido e que ganhando as eleições fosse convidada a formar governo tivesse sido, em vez de Durão Barroso, Manuela Ferreira Leite, então o PSD, garanto-vos, não estaria hoje no poder.
Esta é uma questão moral que se coloca na situação actual. As pessoas precisam de se rever na pessoa que comanda os destinos do país e subsequentemente nas pessoas que o rodeiam. Isso só acontece com eleições. É a forma de legitimar os cargos em democracia e de trazer estabilidade.
O Francisco Sarsfield Cabral diz hoje no DN, que sente-se duplamente defraudado por ter votado PSD há dois anos. Primeiro, porque nada do que constava do programa de governo foi cumprido até agora e depois, porque não se reconhece nos nomes que se afiguram agora, avançando que, se quisesse outros nomes, teria votado noutro partido, que foi o que quase metade dos eleitores fez. Se uma pessoa que votou no PSD tem este sentimento, imaginem uma pessoa que votou noutro partido.
Com os melhores cumprimentos,

P. Galvão